Média: |
( 1 voto) |
Chegar a Marrocos é fácil e barato. De carro até Algeciras ou Tarifa e de ferry até lá. Já em Marrocos e ao volante de um carro é tomar o rumo que quiser, no meu caso, Tanger foi a 1ª paragem!
De verão, roupa fresca, protector solar e um carro com ar condicionado.Um mapa das estradas e um guia de françês, a lingua dominante por estas paragens, sapatos confortáveis uma máquina fotográfica e dinheiro para comprar artesanato local.
A comida é a não perder! Carnes grelhadas com um tempero especial que não consigo decifrar; a melhor salada de tomate de toda a minha vida, legumes estufados de comer e chorar por mais e para rematar, o incomparável chá de menta. Em Marraqueche, não deixe de provar o sumo de laranja natural vendido em charretes transformadas e quiosques por cerca de 30 centimos o copo...um nectar dos deuses.
A evitar, só mesmo a água da torneira. Pela sua saude, beba sempre água engarrafada!
A melhor opção, para quem como eu viaja sem grande orçamento são os hotéis de 2 e 3 estrelas. A preços bastante acessíveis encontram-se quartos espaçosos e limpos, muitas vezes com pequeno almoço e sempre com ar condicionado, que tornam a sesta ao inicio da tarde ainda mais apetecível.
A evitar, os parques de campismo. Apesar de muito baratos e com boa vegetação estão praticamente votados ao abandono, apresentando todas as infra-estruturas um estado de semi-destruição.
As diferenças culturais são muitas, mas é fácil conviver com os marroquinos. Afáveis por natureza, estão muito habituados a receber turistas.
Tenha atenção aos guias, dos quais não deverá abdicar numa visita às principais cidades e, sobretudo às medinas, mas imponha o seu próprio ritmo e estabeleça desde logo uma recompensa adequada.
Para passeios a locais mais distantes, poderá optar pelos Grand taxi que os deixam nos pontos de interesse da cidade e aguardam para o levar aos seguintes.
Cuidado com o trânsito nas cidades, é tão caótico que mais vale reservar o carro só para as viagens de uma cidade para a outra!
A praça Jam el Fnah em Marraqueche; A labirintica e interminável medina de fez e as tinturarias da mesma cidade. Chefchaouen, a cidade Azul; a comida, o chá de menta, as mesquitas, os passeios de camelo e o artesanato local, para além dos monumentos de referência de cada cidade.
A água da torneira, nunca a beba! A população local bebe e está habituada, mas para o frágil organismo do europeu as consequências podem ser devastadoras!
Os parques de campismo: já tiveram os seus tempos áureos mas, hoje estão em estado de degradação avançada.
Os policias da estrada: são capazes de inventar sinais para lhe passar uma multa, mas aceitam uma pequena gratificação para o deixarem em paz.
O passaporte! Nunca se esqueça dele no hotel, pois ao chegar à cidade seguinte pode não conseguir alojamento em lado nenhum!
A fronteira...Prepare-se para uma longa espera!
Tenha cuidado com tudo o que indiquei e verá que tudo corre bem!
No verão o calor é abrasador, pelo que, recomendo uma sesta após o almoço e o retomar da visita a partir das 5 da tarde. Beba muita água para se manter hidratado.
Deve levar consigo o contacto da embaixada portuguesa no local, e, assim que chegar informe-se dos contactos da policia e dos postos de turismo, podem ser uma preciosa ajuda, sobretudo se se esquecer do passaporte !
Ir a Marrocos é toda uma experiência mágica. Em certos locais parece que mudámos de século ou até de planeta, mas sempre com acesso fácil ao conforto a que tanto estamos habituados. passear por uma medina é uma experiência única, feita de mil cores e de aromas únicos. Ouça as conversas em árabe, prove iguarias com sabor a especiarias e, na mágica praça Jam el Fna, perca-se por entre contadores de histórias, encantadores de serpentes, feiticeiros, travestis vestidos de odaliscas e as mulheres berberes que fazem tatuagens em hena... a minha da perna durou-me quase um mês... nas medinas senti-me noutro mundo, por entre as ruas estreitas onde as caudas dos burros me batiam na cara e as intermináveis lojinhas que vendem de tudo, desde hortelã a bujigangas em latão... Senti-me bem, senti-me em casa...







Bom, vou esclarecer: Também fiz essa viagem e tudo o que a Ana afirma é verdadeiro, só que se esqueceu um promenor e referente à polícia. Sei que ela sentiu o efeito de uma negociação (particular) por causa de um sinal, que só o polícia viu, mas esqueceu-se de referir a simpatia e a eficiencia de um polícia motard que nos socorreu e nos indicou o caminho para o Comissariado da polícia, de uma formma absolutamente eficiente, 5 estrelas!!! Quanto ao resto, são os segredos das "Mil e Uma Noites"!!!
José em 2009-09-01 13:21:29