Em Roma sê Romano: Guia Para Evitar as Gafes em Viagem
Notícia 57 - 2009-09-15 15:23:54
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Apesar da crescente globalização que parece uniformizar comportamentos um pouco por todo o
globo, a verdade é que a beleza do planeta reside na diversidade: de paisagens, de línguas, de estilos arquitectónicos e, claro de hábitos, costumes e crenças.
Ter em conta essas diferenças na hora de partir em viagem é fundamental para evitar que situações embaraçosas aconteçam longe de casa. As gafes em viagem são muito comuns quando o viajante não se informa convenientemente sobre os hábitos e tradições do local de destino e, se em alguns casos essas gafes até têm a sua piada, noutros, podem ser deveras constrangedoras!
Assim, para além do domínio da língua local ou de um idioma de entendimento comum, não custa nada informar-se sobre alguns traços culturais mais relevantes de cada lugar, agir em conformidade com eles ou, pelo menos, respeitá-los.
Senão vejamos, se no Japão rir de forma exagerada é de mau tom, o que custa evitar as gargalhadas mais exuberantes? É tudo uma questão de autocontrolo e respeito pelas outras culturas.
Fique agora a conhecer algumas peculiaridades de vários locais que deverá ter em conta ao planear a sua viagem:
- Nos países árabes ou na Índia, não leve alimentos à boca com a mão esquerda
- Em culturas árabes mais rígidas, não aponte para as pessoas, não toque nas mulheres para as cumprimentar e tente não mostrar a sola dos sapatos ao cruzar as pernas. Também não deverá tirar fotografias a ninguém sem pedir autorização e deverá ter algum cuidado com a indumentária, sobretudo se for mulher.
É do conhecimento comum que à entrada das mesquitas e dos templos budistas deverá tirar os sapatos. O mesmo acontece se for a casa de um muçulmano, mas ficará surpreendido se lhe disser que na República Checa, em pleno continente europeu, também deve adoptar esse comportamento? Ao descalçar-se antes de entrar em casa, mostra que entende a diferença entre a sujidade da rua e a limpeza do lar, e vai marcar, certamente pontos junto do s
eu anfitrião.
A linguagem gestual, sobretudo o uso que se faz das mãos, também pode ser entendido de diversas formas, consoante o local onde se encontra:na Grécia, não estique a palma da mão com os dedos abertos a outra pessoa, ou estará a ofende-la; No Brasil, o círculo feito com o polegar e o dedo indicador é considerado um gesto obsceno, no Japão significa dinheiro, na Alemanha é chamar alguém de idiota, na França é algo sem valor e na Tunísia corresponde, imagine-se a uma ameaça de morte!
Na Austrália, fazer o V de vitória ou esticar o polegar para cima significa mandar alguém para um lugar impróprio. No México e na Tailândia falar com alguém com as mãos nos bolsos é sinal de falta de educação e, na Sardenha, tenha cuidado ao pedir boleia, o gesto pode ser tomado como um convite sexual.

Mas há muitos outros hábitos que deve tar em atenção:
Na Coreia do Sul não deve assoar o nariz na rua e no Japão evite espirrar diante de terceiros.
Em grande parte dos países asiáticos, a cabeça é considerada como uma parte sagrada do corpo, por isso não deverá fazer festas na cabeça das crianças.
Em certos países, com padrões de relacionamento mais formal, deverá manter uma distância maior entre si e o seu interlocutor e evitar o contacto físico excessivo, tão comum entre nós, como a típica palmadinha nas costas.
Também as demonstrações públicas de afecto são mal aceites em muitos países, chegando até a ser proibidas. Na Índia, por exemplo evite dar beijos ou abraços em locais públicos.
Enquanto Finlândia é de mau tom recusar um convite para a sauna; na china deve recusar um presente 3 vezes antes de o aceitar e de seguida segurá-lo com as 2 mãos; em Itália, não deve apalpar a fruta antes de comprá-la e nos países árabes deve regatear os preços antes de comprar seja o que for.
Também a mesma língua tem variantes consoante o local onde é falada, senão vejamos as diferenças entre o português de Portugal e do Brasil, onde a palavra puto é entendida como prostituto, ou a palavra bicha jamais corresponderá a fila!
Hoje, a cada vez maior homogeneização dos costumes faz com que estejamos mais conscientes dessas diferenças e, por outro lado que as gafes sejam facilmente desculpadas e entendidas como distracção ou falta de conhecimento, mas há no entanto locais em que situações banais podem trazer valentes dores de cabeça, pelo sim pelo não, informe-se e adapte-se. As diferenças culturais existem, têm raízes históricas e culturais e devem ser respeitadas a bem do diálogo intercultural e do sucesso das suas viagens.





