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Maurícias: Muito Mais Do Que Resorts

Notícia 52 - 2009-09-04 17:12:30

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Reza a lenda que Shiva ali teria deixado cair 2 gotas do Ganjes, preconizando que, um dia, os habitantes das margens do rio sagrado iriam colonizar aquela terra desabitada de águas cor de turquesa e natureza luxuriante.


Providência divina ou talvez não, a verdade é que hoje em dia, mais de metade da população desta ilha do Índico é de origem indiana e, todos os anos presta homenagem a Shiva durante o chamado Maha Shivaraty, maior festival hindu realizado fora de território indiano e o mais emblemático acontecimento das ilhas Maurícias.


As ilhas Maurícias, oficialmente designadas por república das Maurícias, situam-se em pleno coração do Índico, a oitocentos quilómetros a este de Madagáscar e bem perto de outros paraísos naturais como as Seycheles, e são compostas pelas ilhas Mascarenhas orientais (ilha Maurícia e Rodrigues) e por dois arquipélagos de ilhotas mais a norte: as ilhas Cargados Carajos e Agalega.
Vamos centrar-nos na Maurícia.

A Ilha principal do arquipélago, foi descoberta pelos portugueses em 1505, tendo sido colonizada apenas em 1683 pelos holandeses que assim a chamaram em homenagem ao príncipe Maurício de Nassau. Em 1814 foi tomada pelos ingleses e, apesar da independência ter chegado em 1968, o Monarca do Reino Unido manteve-se soberano da Maurícia até 1992, ano em que a ilha abraçou o regime republicano.População indiana nas Maurícias


Hoje a ilha é um aglomerado de diferentes culturas que ali convivem em perfeita harmonia, transformando-a numa amálgama de culturas e religiões muito variadas. Mais de metade da população é de origem indiana, mas na Maurícia encontramos ainda comunidades de origem europeia, africana, chinesa e malgache. Aqui os templos hindus, as igrejas católicas e as mesquitas convivem lado a lado de forma pacífica, conferindo ao lugar um exotismo ainda mais fascinante.

 


Ao longo dos seus 330 quilómetros de costa, de águas em tons indefiníveis de esmeralda e turquesa, toda ela cercada por recifes de coral colorido, multiplicam-se as praias idílicas de areia branca e fina rodeadas por vegetação luxuriante, ideais para relaxar e contemplar o que de mais perfeito a natureza tem.


Para visitar as Maurícias, não há uma altura definida. No verão, entre Dezembro e Março, as temperaturas elevadas podem resultar em algum excesso de turistas, contudo é a melhor altura para a prática do mergulho, pois a turbulência das águas é quase nula, o que confere uma excelente visibilidade. Já no Inverno, vai encontrar maior paz e tranquilidade e temperaturas amenas a rondar os 20 graus. O tempo está mais instável, é certo e o sol pode alternar com vento e alguns aguaceiros, formando condições ideais para a prática do surf e windsurf.


Qualquer que seja a época do ano escolhida o conforto da estadia é garantido pelos inúmeros resorts e hotéis existentes na zona. Contudo, não se limite às praias privativas, muito apetecíveis por sinal: as Maurícias têm muito mais para oferecer:


Na zona norte da ilha encontramos Grand Baie: o maior centro Turístico das Maurícias apresenta um ambiente cosmopolita onde se multiplicam os visitantes. Contudo, se prefere locais mais calmos, opte por um passeio até Ille aux Cerfs, um ilhéu localizado em pleno recife de coral. Aproveite as águas deliciosamente transparentes e deixe-se embalar pelo chilrrear dos pássaros que por aqui abundam.


Mais a sul, não perca a Blue Bay, em cujo areal repousam alguns barcos de pesca artezanal que lhe conferem uma tipicidade muito interessante. Em Flic en Flac, mais a Oeste, os pássaros são mais uma vez, presença assídua com o seu cantarolar contagiante. É precisamente de pássaros que se fala quando falamos em cassela Bird Park, refugio de algumas espécies de aves como o pombo cor-de-rosa ou os tucanos, envolto por um cenário florido e multicolor.

Parta para o interior em direcção a Chamarel e conheça as curiosas areias coloridas que, em contacto com a luz do sol formam um arco irirs de cores indecifráveis, num espectáculo natural único e imperdível.


Conheça ainda a capital da Ilha, Port Louis e não deixe de visitar o jardim botânico, onde nascem as invulgares palmeiras talibot. Neste centro urbano, deambule pelas ruas agitadas, onde se multiplicam lojecas e vendedores ambulantes e petiscos são vendidos a cada esquina, lado a lado com alguns edifícios de interesse arquitectónico e imperdíveis mercados de rua, tudo envolto por um trânsito desregrado e por um ambiente, apesar de tudo, seguro.

Port Louis

Já no vilarejo de Triolet, conheça Maheswarnat, o maior templo Hindu do país. Um edificio repleto de cores que justifica uma visita ao local.


Encante-se ainda pelos sabores e ritmos desta terra exótica e mágica, onde a cozinha de influências diversas o convida a descobrir sabores indianos, chineses, crioulos ou franceses.
Para além dos paladares, deixe-se envolver pelo ritmo melodioso e contagiante do Segá, dança tradicional da ilha, criada pelos escravos e dançada, mais com os instintos do que com regras ou passes de dança. Basta fechar os olhos e deixar-se invadir pelas batidas do Ravane. Nas Maurícias, toda uma experiência sensorial espera por sí!


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