Na Rota das Maravilhas - Igreja do Bom Jesus de Goa, India
Notícia 37 - 2009-08-12 16:54:33
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Ainda por terras Indianas, damos-lhe agora a conhecer a Igreja do Bom Jesus em Velha Goa, a outrora Capital das Índias Portuguesas.
As cerca de 300 igrejas de origem portuguesa que se encontram nesta região, são bons exemplos do Manuelino, do Barroco e do Maneirismo por terras orientais.
Pangim tornou-se a capital administrativa de Goa, em 1843, mas a Velha Cidade de Goa continuou a ser o centro religioso do antigo território português. Nos seus tempos áureos esta cidade contava com cerca de 300 mil habitantes (mais do que algumas das grandes capitais europeias da época) e o seu conjunto arquitectónico de fortes influências lusas era tão majestoso que segundo os cronistas da época, “Quem viu Goa não precisa de ver Lisboa”.
Hoje, o conjunto arquitectónico da Velha Goa é Património Mundial da Unesco e os 450 anos de história em comum entre portugueses e indianos é um dos principais pontos de interesse turístico desta região que conta ainda hoje com uma forte representação católica e com bastantes falantes de português, mesmo depois da anexação final pelo Estado Indiano em 1961.
A Igreja do Bom Jesus em Velha Goa é um dos expoentes máximos da arquitectura barroca por estas paragens sendo também conhecida por “Taj Mahal de Goa”.
Edificada entre 1594 e 1605, é construída em laterite e o seu chão é em mármore incrustado de pedras preciosas. No seu interior existem diversas pinturas que relatam a vida de São Francisco Xavier, cujo túmulo foi para lá transferido em 1637 e o altar-mor, dedicado a Santo Inácio de Loiola, é esculpido em talha Dourada ricamente trabalhada.
O mausoléu onde descansa actualmente o corpo de São Francisco Xavier data de 1696 e a tumba é toda em prata adornada.
A presença dos restos mortais do Apostolo do oriente (como é conhecido São Francisco Xavier) é até hoje um dos principais motivos de peregrinação a este templo que em 1946 adquiriu o título de 1ª Basílica da Índia.
Este é um local carregado de história, onde por entre coqueiros e vegetação tropical surgem cúpulas e torres sineiras, prova da herança portuguesa em terras indianas… Uma viagem a não perder!





