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Na Terra dos Faraós

Notícia 66 - 2009-10-16 18:44:18

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Um verdadeiro banho de história é a primeira coisa que podemos esperar de uma viagem ao Egipto... berço de uma das mais geniais civilizações da história e local de visita obrigatória... pelo menos uma vez na vida!


Neste país, por entre 96% de território desértico, surge o rio Nilo, fonte de água, vida, rendimentos e atracões imperdíveis! É precisamente no delta do Nilo, nesses escassos 4% de todo o território egípcio, que se concentram os quase 70 milhões de habitantes que compõem a maior população de todo o mundo árabe e a 2ª de África.


Em torno do rio, pai da nação, desenvolveram-se cidades, preservam-se até hoje testemunhos do mundo antigo e perfilam-se séculos de história islâmica no país e, não só... As águas do Nilo proporcionam ainda ao visitante um dos mais belos cruzeiros do mundo a bordo das tradicionais fellucas... e como se não bastasse o rio... o Egipto oferece ainda praias de extensos areais brancos banhados pelo mediterrâneo e extraordinários bancos de corais no mar vermelho, um dos melhores spots de mergulho do planeta...


Mas iniciemos então o nosso roteiro por terras dos faraós, das pirâmides e dos hieróglifos.
Porque aqui não dá para fugir ao óbvio, comecemos pelas incontornáveis pirâmides: Estes grandiosos monumentos fúnebres ocupam o primeiro lugar na lista das 7 maravilhas do mundo antigo e merecem-na bem, não apenas pela sua beleza e grandiosidade mas também pela sua persistência pois ao contrário das suas colegas Pirâmides de Gizéde lista são a única das maravilhas que sobreviveram à passagem do tempo. "O homem teme o tempo e o tempo teme as pirâmides", diz o provérbio árabe.


As pirâmides de Gizé estão localizadas na esplanada de Gizé, na antiga necrópole da cidade de Mênfis, que actualmente integra o Cairo. Estas três majestosas pirâmides foram construídas como tumbas reais para os reis Kufu (ou Quéops), Quéfren, e Menkaure (ou Miquerinos) - pai, filho e neto respectivamente e constituem, hoje, um dos mais famosos, senão o mais famoso monumento do mundo. Se quiser tornar o seu passeio ainda mais exótico, passeie-se por entre as pirâmides montado num curioso camelo ou num deslumbrante cavalo árabe.

 

Pirâmide de Quefren

Mas nem só das pirâmides vive esta autêntica cidade para os mortos... Ao redor delas, existem rampas, templos, pirâmides mais pequenas dedicadas às rainhas e túmulos de sacerdotes e membros do governo numa homenagem fúnebre que, acreditava-se, encaminhava as almas para a sua nova vida.
Em frente à pirâmide de Quéfren, pode ainda observar a famosa esfinge que representa o faraó sentado no trono.

Templo de Ramsés II em Abu Simbel

Seguimos então para Abu Simbel, onde se ergue o templo em honra de Ramsés II, o grande. Localizado junto da fronteira com o actual Sudão, o templo tem uma imponente fachada de 33 metros de altura, onde se perfilam 4 estátuas do faraó com 20 metros cada. No seu interior encontra estátuas dos deuses Amon, Ra-Harakhty e do faraó.
Chegar a Abu Simbel por terra não é fácil: pode optar pelo comboio ou pedir uma autorização à polícia e arriscar um trajecto de 6 horas pelo deserto. De uma forma ou de outra, prepare-se para uma longa viagem. A viagem de avião a partir de Assuã demora 45 minutos e é, certamente, a opção mais confortável.
Os templos funcionam das 6 às 17 h ou das 6h às 19 h no verão e, como nada mais há para ver no local, muita gente opta por ir e voltar no mesmo dia.


Encostada às Pirâmides de Gizé, o Cairo permanece vivo, indomável e alvoraçado, apesar dos seus 10 séculos de existência.
Por entre o burburinho, os prédios desordenados, as lojas e banquinhas que vendem de tudo e mais alguma coisa, descubra gente simpática e hospitaleira, mas sempre pronta a negociar e, claro, aquela vista magnífica sobre as pirâmides que pode contemplar da sua janela!


TutankhamonOutro ponto obrigatório é o Museu do Cairo, o mais importante de todo o pais, onde se encontram mais de 136.000 antiguidades egípcias, reencontradas em inúmeras escavações, com destaque para o túmulo e todo o tesouro do faraó Tutankhamon.


Na praça Midan Tahrir, centro nevrálgico da cidade, delicie-se com um kebab e parta depois para o chamado cairo islâmico, que é, na verdade um bairro medieval, morada de vários governantes ao longo de 700 anos. Nesta zona da cidade é aconselhável usar roupas que cubram o corpo, requisito obrigatório para entrar nas muitas mesquitas que se encontram a cada esquina, sendo a de Al-Azhar a mais importante.


Já no bairro Cairo Antigo, as mesquitas dão lugar a tantas outras igrejas. É aqui que se concentra a comunidade copta do país ( uma vertente do Cristianismo).


Termine a sua visita ao cairo em beleza, embarcando numa felluca e flutuando pelas águas do rio berço desta civilização milenar sob a luz de um belo pôr do sol.


Mas o Egipto tem muito mais para oferecer: A pirâmide escalonada de Sakara, nas imediações do Igreja Copta no Cairo AntigoCairo, impressiona não só pela antiguidade (é o mais antigo monumento do mundo), mas também pela atmosfera de calma e serenidade que lá se respira; Os templos de Karnak e Luxor, um impressionante conjunto de santuários, colunas, pilares e obeliscos dedicados aos deuses tebanos e aos faraós; O vale dos reis, onde sob a infindável areia do deserto se revelam tumbas e mais tumbas; os templos funerários no vale das rainhas ou os Colossos de Memnon: duas gigantescas estátuas de Amenófi s III. Descubra ainda as jóias do Nilo: três dos templos mais bem conservados de todo o país e que dão pelo nome de Demdera, Edfu e Kom Ombo, que poderá admirar enquanto navega pelo rio.


Não deixe ainda de visitar o Templo de Ísis na Ilha de Philae, em Aswan, construído pelos ptolomeus, a última dinastia de faraós gregos de que Cleópatra foi a derradeira rainha.


Na península do Sinai, não perca o balneário de Sharm El-Sheikh, famoso ponto de mergulho e a base perfeita para uma visita ao Mosteiro de Santa Catarina, aos pés do Monte Sinai, onde Moisés, segundo a tradição, recebeu as Tábuas da Lei. Este é um local sagrado para cristãos, judeus e muçulmanos e permanece habitado por monges ortodoxos gregos, desde o século 6.


Se não sabe qual a melhor altura para visitar este país fascinante, saiba que no inverno, quando o frio invade a Europa, o Egipto, recebe-o com uma agradável temperatura, sendo os meses de Dezembro a Fevereiro os mais recomendados. Está à espera de quê tomar um banho de história?


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