Óbidos, Rainha do Oeste
Notícia 70 - 2009-11-05 17:46:12
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Escondida entre o asfalto da A1 e da A8, em plena zona oeste do país esconde-se uma vila de raízes celtas, porventura a mais bem preservada vila histórica portuguesa: Óbidos.
Vila turística é certo, onde as excursões se sucedem de manhã à noite e onde as banquinhas de souvenirs se multiplicam pelas ruas e ruelas... mas se outros locais há onde é difícil compreender o porquê de tantos visitantes, em Óbidos, as razões são mais que óbvias, este é um local verdadeiramente encantador, onde o património cultural e arquitectónico é tratado como rei.

No cimo, o castelo, completamente restaurado e que serve de abrigo à primeira pousada de Portugal construída no interior de um monumento nacional.
Esta fortaleza, considerada uma das 7 maravilhas nacionais, tem as suas origens no tempo dos romanos. Após conquistada por D Afonso Henriques em 1147, a estrutura foi recuperada e o burgo reabilitado e povoado. Em 1210, foi entregue por D. Afonso II às rainhas de Portugal, passando a ser o local de refúgio e de férias das soberanas nacionais e dos casais régios ao longo da Idade Média e da Idade Moderna.
Aliás, talvez tenha sido esta forte presença feminina que ditou os moldes dentro dos quais toda a vila se foi desenvolvendo, ganhando uma beleza mimosa e uma elegância impar.
Ao longo da muralha, sucedem-se casinhas caiadas de branco, realçadas por apontamentos amarelos e azuis, telhados em telha mourisca e canteiros donde florescem buganvílias e sardinheiras, que dão às ruas um encanto ainda mais especial.
Na rua direita, principal artéria comercial da cidade, as lojas multiplicam-se vendendo recordações da terra e da região... de rendas e bordados aos licores e compotas de várias frutas, passando pela incontornável ginjinha de Óbidos, que fica ainda mais saborosa quando bebida em copo de chocolate... uma delícia!
Seguindo até à praça de Santa Maria, visite o pelourinho e a igreja onde D Afonso V, com apenas 8 anos, se casou com a sobrinha, Isabel. A seguir, perca-se no labirinto de ruas, aproveite para relaxar numa agradável esplanada e visite o museu municipal.
Ao fim da tarde, se sentir o apelo do mar, 15 quilómetros bastam para chegar à foz do Arelho, onde poderá contemplar o Atlântico em todo o seu esplendor.
Com o cair da noite, Óbidos ganha outro encanto, que lhe é conferido, não só pela iluminação que veste as ruas e muralhas de outras cores, mas também pela debandada dos autocarros de turistas que deixa a vila totalmente disponível para ser calcorreada com toda a calma...
Se pensa em dedicar um fim de semana a Óbidos, saiba tudo sobre este local em www.obidos.pt .
Aproveite o bom tempo que se faz sentir e parta à descoberta desta verdadeira jóia escondida algures no Oeste.





